O texto que lemos nos mostra um servo de Deus, um profeta do Senhor, temente, que dedicou a sua vida a servir a Deus, passando por um momento em que se rendeu diante das lutas e quis desistir. Este homem é Elias.
Muitas coisas aconteceram na vida de Elias que culminaram no abatimento narrado nesse texto.
Naquele tempo, forças malignas estavam fustigando a nação de Israel, que estava se rendendo à idolatria, adorando a deuses estranhos.
O rei Acabe e a rainha Jezabel já haviam abandonando totalmente ao Deus verdadeiro.
Em diversas oportunidades Deus usou a vida de Elias para repreender o rei de Israel.
Em um determinado dia Elias fez um desafio aos 450 profetas de Baal (deus adorado naquela época por parte do povo de Israel) dizendo que eles preparassem um bezerro para o sacrifício e o pusessem em cima da lenha e ele faria a mesma coisa e o deus que enviasse fogo do céu para queimar o sacrifício seria o Deus verdadeiro.
Embora os profetas de Baal tivessem clamado durante muito tempo ao deus deles, nada aconteceu. Mas ao clamor de Elias, Deus, o Deus verdadeiro, enviou fogo do céu e consumiu o sacrifício.
Depois disso, o povo reconheceu quem era o único Deus e Elias ordenou que matassem a todos os profetas de Baal (I Reis 18: 19 – 40).
Jezabel ao saber disso, ameaçou Elias dizendo que no dia seguinte ele estaria morto como os profetas de Baal.
Elias, então, sucumbiu e resolveu se esconder numa caverna, se entregando ao sentimento de desânimo e angústia.
Ele se cansou de ter passado por tantas coisas e resolveu que sua vida não valia mais a pena, se sentiu sozinho e abandonado e se deixou abater.
Percebemos que a depressão se instala em nossas vidas, inicialmente, quando damos lugar à murmuração.
Nos versículos 9 e 10, vemos que Elias, ao ouvir a voz do Senhor, começou a murmurar, a se queixar da situação que vinha passando, dizendo que estava sozinho.
Murmuramos quando no meio da luta, embora conhecendo o poder de Deus, passamos a nos queixar e reclamar.
Um exemplo dos efeitos da murmuração é o povo de Israel no deserto.
Eles haviam saído do Egito pela mão poderosa do Senhor, após Deus ter enviado 10 pragas sobrenaturalmente sobre aquela terra.
Passaram pelo meio do Mar Vermelho a pés enxutos, mas ao primeiro sinal de dificuldade começaram a reclamar. Reclamavam porque não tinham água, reclamavam porque não tinham pão, reclamavam porque não tinham carne, reclamavam porque havia gigantes na terra que Deus havia dado a eles. E por causa da murmuração, ao invés de entrarem na terra prometida no curto tempo em deveriam entrar, passaram 40 anos no deserto andando em círculos, até que aquela geração murmuradora e incrédula morresse.
A murmuração, por sua vez, nos leva à frustração.
Reclamamos do que estamos passando e nos tornamos frustrados com a nossa vida, com a nossa situação.
E quando damos espaço para a frustração, o sentimento de desânimo e derrota nos atinge e nos abate.
Mas como sair da depressão?
1. Ouvindo a voz de Deus.
O que será que temos ouvido? A voz de Deus ou as más notícias?
Muitas vezes ao invés de buscarmos a voz de Deus, damos ouvidos às palavras de derrota que são lançadas por todos os lados sobre as nossas vidas.
O salmista diz que o homem que teme ao Senhor não tem medo das más notícias, mas permanece confiando em Deus (Salmo 112: 7 e 8).
Elias não conseguia ouvir a voz de Deus, porque achava que Ele o havia abandonado.
Ele se sentia sozinho e não conseguia discernir a voz do Senhor no meio da dificuldade.
Mas se estamos confiados em Deus, nunca podemos nos esquecer de que Ele está conosco, pronto a nos guiar com a Sua doce voz.
2. Arrependimento
Negligenciamos muitas vezes esse passo, pois esquecemos de que a murmuração é pecado!
Por isso, devemos nos achegar diante de Deus, com o coração quebrantado e arrependido, confessar o nosso pecado, para que possamos receber a restauração total que Ele tem pra nós.
3. Tomar posição
O terceiro passo é sairmos da caverna e seguirmos para onde Deus quer nos levar.
Quando fazemos aquilo que Deus quer, Ele está conosco e a sua mão nos sustenta e nos guia a pastos verdejantes e a águas tranqüilas (Salmo 23:2).
Assim, não temos que ter medo de nos levantar na presença de Deus e ir avante pelos caminhos que Ele nos mostrará.
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