A carreira cristã não é uma carreira fácil de ser corrida. Não é fácil porque ela tem que ser vivida não da forma natural do homem, mas sim, embasada no poder de Deus, na obra do Espírito Santo.
Quando Paulo escreveu a segunda carta aos coríntios, a mensagem dele foi uma espécie de compressa para curar a ferida que foi aberta pela carta anterior.
Lendo a primeira carta aos coríntios, vemos como Paulo foi duro cobrando dos crentes que não vivessem de qualquer maneira, que não se esquecessem de que nossa vida nesse mundo é um testemunho.
Paulo diz que existem três tipos de pessoas:
• Homem natural – é o que não nasceu de novo, o que não entregou sua vida pra Cristo;
• Homem carnal – é aquele que se propôs a ser cristão, mas toma as suas decisões sem buscar a Deus, não esperando que o Espírito aja. É o que não cresce, fica atrofiado, não busca ao Senhor para ser diferente do mundo e ao contrário, tenta se igualar às coisas do mundo.
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Homem espiritual – é aquele que dá o testemunho, que se esconde atrás de Cristo, é o que fala, anda, pensa e age como Cristo faria.
Na primeira carta aos coríntios, Paulo escreve de forma dura, porque mesmo havendo pessoas que haviam se entregado a Cristo, não passaram a viver de forma espiritual, eram carnais.
Já na segunda carta ele escreve de forma branda e no trecho que lemos fala aos coríntios sobre não desanimarmos.
Mas quais são os motivos que temos para não desanimar?
1º) O primeiro motivo é sabermos que estamos debaixo da graça de Deus, somos crentes em Cristo e nada pode nos abalar.
O nosso Pai celestial está sempre pronto a cuidar de nós!
2º) Os sofrimentos e as lutas que passamos fazem de nós pessoas melhores.
Temos que nos lembrar que a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória muito maior.
As nossas angústias e dificuldades em nada se comparam com a glória que está nos esperando.
Paulo passou por milhões de dificuldades, foi preso, açoitado, apedrejado, sofreu naufrágios (II Coríntios 11: 23 -28) e mesmo assim abriu sua boca para dizer que tudo isso não passava de leve e momentânea tribulação.
Seguramente o que Paulo passou foi muito mais do que nós temos passado, mas Paulo sabia encarar as dificuldades com o olhar daqueles que vivem esperando no Senhor.
Temos vivido tempos em que a depressão tem tomado conta da vida das pessoas e nós muitas vezes nos deixamos levar olhando para a luta, para os problemas e nos esquecemos daquele que está em nós.
Porém, para olharmos as coisas da perspectiva correta, precisamos viver por fé e não por vista, precisamos colocar o nosso coração e a nossa esperança no Senhor.
Às vezes as lutas e dificuldades têm o objetivo de nos fazer descer do pedestal onde estamos, onde nos colocamos.
Podemos estar confiados em títulos, em posição financeira, etc e as lutas vêm nos fazer lembrar que não somos nada, que Cristo é tudo em nós e que convém que Ele cresça e nós diminuamos.
3º) As dificuldades aumentam a nossa fé.
Quando os discípulos estavam no meio do mar e em meio a uma tempestade se desesperaram, Jesus disse a eles que eram homens de pouca fé (Mateus 8: 23 – 26).
Mas vemos que depois de todas as experiências passadas ao lado do Mestre, quando Jesus subiu ao céu, os discípulos continuaram seu ministério na Terra, demonstrando que a fé deles havia crescido.
Podemos observar também o exemplo de Abraão que levou seu filho para o monte do sacrifício e ao ser indagado por Isaque sobre onde estava o cordeiro, respondeu que Deus proveria o cordeiro para o sacrifício, demonstrando um coração cheio de fé.
4º) Não desanimamos pois existe um galardão para todo aquele que serve a Deus.
O tribunal de que Paulo fala é aquele onde serão julgadas as nossas obras e o que temos feito para o Senhor.
Nós apresentamos milhões de justificativas para não trabalhar para o Senhor: a falta de tempo, a falta de aptidão, os impedimentos familiares, os impedimentos de trabalho, etc, etc.
Esperamos que Deus trabalhe por nós, mas não estamos dispostos a fazer nada pela Sua obra.
Porém, se quisermos e estivermos estabelecidos na fé, sempre haverá oportunidade para trabalharmos para o Senhor e o nosso trabalho não é vão no Senhor, tem um galardão, uma recompensa.
Devemos nos lembrar que quem nos capacita é o Espírito Santo, não somos nós que temos mérito, sabemos alguma coisa ou somos dignos, mas é o Espírito que nos capacita.
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